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Maturidade profissional

Caros leitores,

nada como a maturidade… concordam? Existem coisas na vida que, por mais que aprendamos na teoria, na prática o efeito é muito maior e melhor. Tenho lido várias matérias sobre os jovens e a Geração Y (a minha geração) e vejo o quanto minha geração pensa diferente da geração dos meus pais. Eu cresci ouvindo meu pai dizer que na época dele quem passou no concurso do Banco do Brasil está bem aposentado, construiu uma vida confortável etc. Quem nunca ouviu essa história?

Hoje, a última coisa que eu leio a respeito da relação de um jovem Y com o trabalho é que ele entrou em uma empresa para fazer carreira. E sabe por que isso ocorre? Porque, julgando por mim mesma, se um jovem profissional não conseguir espaço para desenvolver sua criatividade, suas ideias e ser respeitado tanto quanto alguém que está à beira da aposentadoria, ele foge assim que encontrar um outro lugar onde ele possa crescer nesse sentido.

O meu primeiro emprego formal veio quando eu tinha 19 anos e foi conquistado em função de convocação em concurso público. Fiquei dois anos e oito meses lá e quando eu tive a oportunidade de participar de um processo seletivo para uma empresa privada, eu não pensei duas vezes. Na época, muitos acharam minha atitude equivocada, mas hoje eu vejo que aquela atitude me ajudou a perder o medo que muitos profissionais possuem: o medo da mudança.

E em relação à mudança, a maturidade ajuda muito a perceber que podem surgir melhores propostas. Temos, no Brasil, uma mentalidade, no geral, que é bem difícil de superar, que é achar que oportunidade é inimiga da estabilidade. Conheço vários casos de pessoas que preferiram continuar onde estavam, infelizes e improdutivas profissionalmente, por medo de começarem do zero e ter a chance de construir uma carreira mais satisfatória para si mesmo.

Quanto mais o tempo passa para mim, mais eu percebo que há sempre oportunidades e que quando você conhece sua área de atuação não existem obstáculos para estar sempre melhor posicionado. Não há porque permanecer em uma organização que não satisfaz as suas necessidades profissionais de liderança, inovação, criatividade e gestão. Pense um pouco nisso. Talvez hoje não faça muito sentido, mas depois de algumas experiências você percebe que vale a pena arriscar melhores chances de ter uma carreira feliz.

Por Marcela (Conceição) Brito

 

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