Lugares e companhias

Amigos leitores,

No primeiro fim de semana de janeiro, tive a grata oportunidade de conhecer, com minha família, a cidade de Caldas Novas. Depois de quatro anos vivendo em Brasília, finalmente realizamos este passeio que já estava no radar há algum tempo. Desde meados de dezembro estamos passando os dias com nossos pais em casa, que vieram celebrar as festas de fim de ano conosco. Sem dúvida é uma grande alegria tê-los em casa e vê-los com saúde. Um ano começa e nunca sabemos o que vai acontecer (nem mesmo conosco), construímos o futuro, miramos nas conquistas, aquisições, experiências, mas não pensamos (e dificilmente com a mesma voracidade) tampouco planejamos a vida sem os nossos (familiares). Mas o fato é que nós ou ele partiremos. Não sabemos que irá antes e cada dia com eles é uma memória construída, é um olhar, sorriso, conversa, contato. No auge dos 30 anos, valorizei ainda mais a presença dos nossos “velhos”, talvez pela chegada de Elisa em nossas vidas, não sei… Eles hoje tem uma significância muito, muito grande, é algo que transcende o entendimento. Para os colegas mais próximos, sabemos que soa estranho (e especialmente em Brasília) nosso estilo de vida, de estarmos constantemente ao longo do ano com eles. Especialmente as avós vem com bastante frequência e ser cuidado, ser protegido, receber amor é algo que infelizmente nem todos sabem. Doar amor é difícil, mas também é difícil recebê-lo. Fomos em caravana praticamente. Pegamos a BR 060 e seguimos até Goiânia (caminho excelente e já conhecido por mim, pelo menos, que vez ou outra vou com elas até a capital das confecções, o paraíso das compras do atacado). De lá, seguimos até Caldas Novas.

Para quem não sabe, Caldas Novas é a maior estância hidrotermal do mundo, ou seja, o forte da cidade é o turismo. Para quem gosta, a culinária goiana de tempero marcante e saboroso está presente em hoteis, pousadas, restaurantes dos parques, condomínios e nos restaurantes em geral espalhados pela cidade. Chegamos na sexta, 5, à noite e retornamos no domingo à tarde. É período de férias, então, para quem busca silêncio certamente não é o melhor destino, mas para quem quer brincar, testar emoções e relaxar nas águas quentes, é um lugar maravilhoso. Na era do instagram, em pleno verão, algumas pessoas se sentem até frustradas pela falta de grana, pela falta de férias ou pela falta de organização por não conseguirem ir à praia. Mas se você mora nesta região, aqui mesmo você pode se esbaldar e gastar menos do que se fosse para um lugar mais badalado.

O Centro-Oeste é uma riquíssima região e como todas, tem seus encantos, bem a cara do Cerrado. Aliás, para quem gosta de viver experiências diferenciadas, o Brasil é um portfolio de destinos e férias para décadas. Dois mil e dezessete foi um ano de bastante trabalho, de muita busca por alguns objetivos importantes na carreira, o que nos fez tomar algumas decisões. Uma delas está relacionada a não direcionar despesa financeira com viagens que exigem uma reserva financeira maior, até que tenhamos alcançado uma de nossas metas profissionais. Isso não quer dizer que não teremos mais férias, pelo contrário. Vamos priorizar essas metas, mas vamos reservar alguns dias por ano para conhecermos lugares que ainda não conhecemos, vamos sim visitar os nossos pais (isso significa ir para Belém ou interior do Rio de Janeiro, certamente nada muito atrativo para a maioria, mas muito significativo). Queremos, ainda, explorar o campo, as cidades onde ninguém costuma ir, viver experiências que pouco se propõem e acabar descobrindo o que pouco descobrem. É uma decisão de sacrificar alguns momentos de glória para viver o resto da vida de forma livre em todos os sentidos. Já pensou poder curtir uma praia sem badalação, onde você faz seu tempo, onde você se perde no tempo e espaço? Poder viajar quando todos estão trabalhando? É por aí, gente…

Enfim, passar o fim de semana em Caldas Novas trouxe reflexões importantes e a certeza de que em tudo há beleza, e que quando nossa mente se abre para experiências diferenciadas, a perspectiva muda. Não é como olhamos que determina o foco, é de onde olhamos. Se olhamos de um lugar de amor, paz e disposição (digo por dentro, com a alma aberta), certamente estar bem por dentro muda tudo por fora. Que tal limpar a lente da alma e do coração e se permitir viver momento de amor, alegria, luz e paz?

Que 2018 traga lugares e descobertas incríveis e muito aprendizado!

7/365

Marcela Brito sou eu: muitas mulheres, muitas facetas, uma só identidade. Alguém com missão, paixão e coragem.

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1 Comentário para Lugares e companhias

  1. Daniel Fontes janeiro 9, 2018 at 10:26 am #

    Marcela,

    Entendo seu pensamento no futuro, mas acho que você pode (e deve) conciliar com planos de curto prazo (como uma viagem). Se dar um feriado, conhecer novas cidades (não que você já não faça isso profissionalmente), aproveitar do benefício de que do Distrito Federal você vai a quase todas as cidades em vôos em conta. Se programando, nem sai caro.
    . Isso é motivador ao seu objetivo de longo prazo.

    Abraços do seu amigo a você, a sua Elisa e ao Victor.

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