A aplicação do conhecimento

Amigos leitores,

Vivemos um momento onde se aprende muito, por diversos meios, conquistamos titulações acadêmicas e, quando saímos da caixa do conhecimento teórico, o mundo fica nebuloso e, nós, perdidos, sem sabermos para onde vamos com nossas certificações. Afinal de contas, vivemos uma corrida para sermos reconhecidos por nossos anos de estudo e não nos

damos conta de que o mundo não funciona mais por quantidade e condecorações.

O conhecimento científico é fundamental para a evolução do mundo e para o desenvolvimento de novas formas de fazer as coisas, a fim de acompanharmos o processo de desenvolvimento das sociedades, no entanto, o que vemos é uma leva de profissionais dedicados em seus estudos e pesquisas, cujos resultados muitas vezes não alcança efetivamente a maior parcela da população. E não é somente a solução tecnológica para determinado problema, mas também o olhar sobre as pessoas. A essência de tudo é o ser humano.

O conhecimento só fará sentido com base no trabalho quando encontrar sua aplicação para melhorar a vida das pessoas, as condições de trabalho e convivência em sociedade. Não somos capazes de mudar uma realidade se não soubermos o porquê de estarmos realizando algo. Não se estuda, pesquisa ou trabalha sem propósito. Esta é a maior justificativa para a crise existencial na qual vivemos atualmente. As pessoas se enquadram em projetos com base em um estilo de vida que funcionou para muitos, talvez na década de 60 e 70.

Nossa geração não se conforma com a estabilidade. A mim, especialmente, esta palavra traz assombro e confusão. Estabilidade, para mim, bate como alimento para a zona de conforto, que paralisa e bloqueia a criatividade. Quando temos a falsa sensação de segurança de estarmos em um lugar onde ainda que não cresçamos como profissionais e pessoas, todavia também não nos ameaça com a possibilidade de uma demissão, paramos no tempo, tudo é bom, nos acostumamos com algo que poucos tem acesso e deixamos de valorizar a inteligência, os relacionamentos, a afetividade e a beleza em tentar algo novo.

Neste trigésimo primeiro dia do ano desafio você a pensar algo totalmente novo, a imaginar como seria sua vida se você não estivesse no emprego que você está, onde você buscaria crescimento, quais pessoas o inspirariam e o que poderia nascer de suas inquietações. Ainda dá tempo, sempre há enquanto respiramos, de iniciarmos uma nova jornada e deixar para trás as experiências antigas. O estilo de vida que escolhemos até agora, se não o faz feliz e satisfeito, não precisa existir até o fim de sua vida. E esta escolha está unicamente em suas mãos.

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Marcela Brito sou eu: muitas mulheres, muitas facetas, uma só identidade. Alguém com missão, paixão e coragem.

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