Primeiro concurso, primeira aprovação
Amigos leitores,
Na sequência de posts sobre minha experiência profissional, hoje falo brevemente sobre os dois anos e oito meses do meu primeiro emprego formal. No segundo ano de faculdade, a Emater-Pará abriu concurso para nível médio, para o cargo de secretária, e na ocasião eu conversava com vários colegas meus e poucos se interessaram em fazer a prova. estudei poucos dias, fiz a prova e, de seis vagas, passei em décimo, sem nenhuma experiência prévia com concurso público. Foi uma festa! Imaginei: que bom, na próxima consigo!
Um ano se passou desde a prova e, em meados de dezembro de 2006, eu já estava trabalhando na Blockbuster, quando recebi a notícia de ter sido convocada a assumir o cargo. O coração doía, porque apesar de obviamente eu desejar trabalhar para ganhar quase 4 vezes mais do que meus colegas que apenas estagiavam por 30 horas de trabalho semanais, eu precisei tomar duas decisões: deixar o estágio que eu estava amando fazer e onde aprendia diariamente com desafios e optar, definitivamente, por deixar a graduação em Comunicação Social na Universidade Federal do Pará. É o tipo de situação que te faz crescer em dias…
Decisões tomada, iniciei o ano de 2007 com emprego estando no terceiro ano de faculdade. Tudo parecia um sonho, ter um emprego de carteira assinada (garantir a tranquilidade dos meus pais e alguns familiares por motivos diversos), trabalhar seis horas por dia e ter dinheiro para suprir algumas necessidades básicas como pagar meu curso de idiomas, que cursei por dois anos com bolsa integral, e pagar as cotas para a festa de formatura… Bom!
Mas como nem tudo são flores, o meu primeiro emprego me mostrou que nem ser a secretária do RH da empresa te poupa de sofrer assédio moral tampouco de ver colegas seus passando pela mesma situação. Embora eu tenha muita saudade dos colegas que tive na Emater e que, em grande parte, eram responsáveis por manter o ambiente salubre emocionalmente, no mínimo, eu confesso que minha primeira chefe (e eu odeio este termo, mas essa pessoa se encaixa perfeitamente) era uma psicopata. Isso mesmo! Eles nem sempre os serial killers de filmes de horror! Ela era maquiavélica, mau caráter e parasita. Indicação política, sem conhecimento técnico nenhum e trato com pessoas, bom, deixe para depois. Cheguei a pesar 42kg nessa época, pois não tinha apetite, não tinha vontade de nada…
Foram dois anos e oito meses e eu descobri que o Rafael (Blockbuster) estava certo quando disse que eu não tinha perfil para este tipo de ambiente de trabalho. Alguns nomes merecem menção, agradecimento e minha eterna gratidão, como a equipe toda da CODES/Emater, que ainda está lá, amigos queridos que fiz como Giovana, Mirna, Laysa e Débora. Gestores carinhosos e queridos como Estela Palmeira, Rosângela, Rosa Helena, Márcia Tagore e os queridos Clara e Hilário, esses eram como meus pais lá dentro e cuidavam de mim com o maior amor do mundo. Essa foi a experiência mais punk rock que tive na carreira, foi a primeira formal e a que não tive a menor resistência em deixar na primeira grande e única oportunidade que tive.
Valeu a todos os envolvidos, especialmente a Miranda Priestly da Emater, que foi minha chefe direta… Assédio moral acontece e muitas vezes ignoramos e, por medo, não denunciamos no momento certo, mas no caso dela, que tinha uma vida pessoa bastante difícil, talvez o melhor tenha sido abandoná-la. E foi o que fiz. Sem dor, sem peso e pronta para grandes desafios.
E assim foi meu primeiro emprego!
Marcela Brito sou eu: secretária executiva trilíngue, esposa, mãe, consultora de carreira, empreendedora, escritora, blogueira, professora, eterna aprendiz e uma mente que não para de pensar em construir um bom legado para nós e os que vierem depois de nós.
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